Sexy Foreign Woman

Life in a foreign country

Esta semana…

June19

…nao esta a correr mesmo nada bem…

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Hazard to myself again…

June19

Hit my toes on the corner again. This time it was so bad that there is no Salsa or new gym program today:(. It still hurts like hell.

It hasn’t been a good week…

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Alvaro de Campos (Fernando Pessoa)

June19

A recent conversation reminded me of one of my favorite poems of one of the greatest Portuguese poets: Fernando Pessoa (in this case one of his heteronyms Alvaro de Campos). I don’t know if there is any decent translation of this poem, I know that google translate will do a very poor job. I’ll only translate a couple of sentences, but every single one is genius! Info here

“If you want to kill yourself, why don’t you want to kill yourself?”

“Will you be missed? oh futile shadow called a person!

No one is missed, no one will miss you”

Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria…
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por atores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente…
Talvez, acabando, comeces…
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém…
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te…
Talvez peses mais durando, que deixando de durar…

A mágoa dos outros?… Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão…
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros…

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada…
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas…
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além…
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido…
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia…

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos…
Se queres matar-te, mata-te…
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! …
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah,  pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjetividade objetiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido?  O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente,
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células noturnamente conscientes
Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atômica das coisas,
Pelas paredes turbihonantes
Do vácuo dinâmico do mundo…

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Tudo…

June18

Todas as ideias, todos os detalhes, mesmo minimos, todos os procedimentos, todo o trabalho… Publicado por outra pessoa no journal de maior renome da area.

Quase como se estivessem em todas as reunioes, em toda a minha planificacao de trabalho, no laboratorio, a ler as minhas notas e os meus pensamentos…

O objectivo principal de um doutoramento e trazer algo de novo.

Apos 2 anos e meio, a 6 meses do fim.

*meus e dos orientadores
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I got it!

June17

I got the files! Yes!

:D:D:D:D:D

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The lab

June16

Besides being dark, miserable and noisy, it’s also freezing cold! :(

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Football

June16

Was it too much to wait a few more weeks??

Just cost us the Euro.

I don’t understand the point. It almost looks like it was on purpose :s

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It’s back!

June16

My wonderful coffee machine is back :D

The guy at the costumer services thought I was a freak after seeing me hug and kiss the box and say: ‘Welcome back, I missed you’.

Oh well :P

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Blah Blah Blah Blah

June13

Yes, yes, sure.

Just stop talking and do it, will you?

No? Oh it’s just talk, no action? You don’t really mean it? Then stop annoying everybody!!!!

There is no more patience. Just do it!

Irra!

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July it is!

June12

Tickets are bought. Two weeks and two days! Portugal here I come! Beach!!!!

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